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sexta-feira, 25 de março de 2011

A saga do professor substituto

Em se tratando de educação, a professora Marivalda, nos traz um texto interessante sobre o professor temporário
"O papel de um professor de ensino fundamental ou médio, seja ele efetivo ou temporário, é decisivo. Completa a educação familiar, ou a substitui. Mas, infelizmente, o professor não faz parte de  uma categoria valorizada, que atualmente, mais que em outros tempos, vem sofrendo com os problemas de saúde, devido ao stress e pressões sofridas por parte dos gestores, alunos indisciplinados e pais, que por vezes chegam a ameaçar esses mestres que ganham pouco para desempenhar um papel fundamental na vida de uma pessoa.
 Decidir Ser um  professor “ substituto” ou “temporário” é ter vocação para ser  um missionário, sempre preparado para  atuar em uma escola diferente e cumprir a missão.  A diferença é que o missionário não recebe honorários, mas, estímulos, acompanhamento e treinamento antes de cada missão, pois esse apoio é  fundamental  para manter  o missionário firme diante de cada desafio. Já o professor temporário, a cada mês é chamado para renovar o memorando, um desafio que gera certa inquietação, dúvidas... Para qual escola será enviado? Qual professor de qual série vai substituir? Sem contar que quase sempre  a vaga que lhe é destinada está em uma localidade muito distante da sua; tem que  encarar um núcleo gestor diferente, novos colegas de trabalho, novos alunos, nova turma... Ministrar aulas sem um planejamento prévio, e ainda tem que ouvir da pessoa que está fazendo a lotação: “Você só pode sair daqui se for lotada”... É verdade que dentre todas essas negativas existem as compensações como as  amizades que ficam, o conhecimento  de alguns gestores que sabem entender, cativar e valorizar os professores nas suas particularidades.
A sociedade quer boa educação, qualidade de ensino, mestres dedicados, escolas de Primeiro Mundo. Exige que das escolas saiam jovens críticos e competentes, mas não dão condições para que isso realmente aconteça.
Quando Jesus enviou Isaías disse: “Vá e diga a esse povo: escutem com os ouvidos, mas não entendam; olhem com os olhos e não compreendam”! Será que estamos vivendo  esse tempo novamente?
Enfim, valorizar o professor é proporcionar a sociedade um melhor nível de desenvolvimento. Afinal, a mola mestra da educação é o professor.
Marivalda Barroso Sousa             Pedagoga
Mesmo não levando em consideração que, a educação escolar substitui a familiar, sabemos que realmente ela é de grande ajuda, portanto seria o caso de unirmos: escola/família/sociedade na luta pelo bem comum: a educação de qualidade e consequentemente a paz. Mas, o que seria essa 'educação de qualidade?' Apenas o aumento da carga-horária? Mais conteúdo no currículo escolar? Mais empenho dos amigos da escola? Acreditamos que não é só isso, a qualidade começa no respeito demonstrado na qualidade estrutural física da escola; na qualidade administrativa e sua equipe pedagógica; todo o quadro funcional e o envolvimento com o principal: o público específico, os alunos e comunidade aparentada. Ednar Façanha

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