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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Regulamentado o piso nacional para os professores da rede pública

Matéria divulgada no Jornal televisivo - Verdes Mares - 07.04.2011 - quinta-feira.

Os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) declararam a constitucionalidade de Lai 11.738/2008, sendo considerado, vencido, o Ministro Marco Aurélio, na parte que regulamenta o piso nacional - vencimento básico - para os professores da educação básica da rede pública. A constitucionalidade do parágrafo 4º do artigo 2º, que determina o cumprimento de no máximo 2/3 da carga horária do magistério em atividades de sala de aula, ainda será analisada pela Corte. No entanto, parte dos Ministros consideram que há invasão da competência legislativa dos entes federativos (estados e municípios) e, portanto, violação do pacto federativo previsto na Constituição, prejudicando ao quorum necessário de seis votos para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade da norma.

O julgamento, durou mais de quatro horas e ocorreu na tarde desta quarta-feira (6), durante a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, ajuizada na Corte pelos governos dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A escola – ontem e hoje

Nas Comunidades Primitivas, relacionando-se com a terra, com a natureza entre si as pessoas se educavam e educavam as novas gerações; não havia escola. Na Antigüidade, com o aparecimento de uma classe social ociosa, surge uma educação diferenciada, surge a escola. Só tinham acesso à escola as classes sociais ociosas, a maioria que produzia continuava se educando no próprio processo de produção e da vida.
A propriedade dos meios de produção é da tribo, da coletividade, da mesma forma que a apropriação dos produtos e das condições da produção. Isso se reflete na organização do processo produtivo, que não necessita de estruturas hierárquicas, ou de uma meritocracia, já que todos desempenham papel igualmente relevante na sociedade. Essas comunidades possuem uma divisão do trabalho segundo as condições naturais de produção.
Nas sociedades antigas não havia um processo educativo sistematizado em escolas ou centros próprios para o ensino, a educação se dava de forma “espontânea”, baseada na vivência. As crianças acompanhavam os pais em suas atividades e “aprendiam” dessa forma as funções que deveriam ocupar na sociedade.
Para Engels (1820) nas comunidades primitivas a produção tinha um caráter rudimentar, características do final da selvageria e início da barbárie (ENGELS, s/d). Essas organizações sociais não tinham como característica uma grande produção de excedentes; basicamente "duas mãos produziam para uma boca se alimentar". As relações dessas sociedades eram, portanto, marcadas principalmente pela produção dos produtos necessários para a sobrevivência, ou seja, geralmente tudo o que era produzido era consumido em seguida. Os indivíduos trabalhavam quase todo o tempo para poderem produzir e reproduzir a sua existência.
A transmissão do conhecimento, dentro das classes dominantes, se dava no início das formações antigas, de pai para filho através da repetição e da oralidade, e era voltada para o domínio do “bem falar” e para a formação guerreira.
Com o desenvolvimento e ampliação da produção do conhecimento, essa transmissão já não era possível apenas pela via oral, aparecendo então a necessidade da leitura e da escrita, o que resultou no surgimento dos profissionais responsáveis pela formação sistematizada dos dominantes. Essas profissões eram exercidas – assim como o restante da produção – por escravos, libertos e trabalhadores livres, e podiam ser divididas em: mestres de primeiras letras, gramáticos, e retores[1]. Os gramáticos, e retores eram categorias de mestres que ensinavam, respectivamente, as artes liberais – música e poesia – e a retórica.  Nesses períodos, qualquer forma de trabalho era vista pelas camadas mais abastadas como indigna – principalmente as de caráter manual, visto que a elite escravista não trabalhava.
O que se via nas sociedades antigas era uma articulação entre Estado, aristocracia latifundiária e educação. Somente os filhos dos grandes latifundiários é que chegavam ao ensino superior. Raríssimos casos de pequenos proprietários que conseguiam custear o ensino de seus filhos.
Na Idade Média, a maioria continuava se educando no próprio processo de produzir a sua existência e de seus senhores através das atividades consideradas indignas, a forma escolar da educação é ainda uma forma secundária.
É na sociedade moderna que se forma a idéia de educação para formar cidadãos, escolarização universal, gratuita e leiga, que deve ser estendida a todos; a escola passa a ser a forma predominante da educação.
De acordo com Enguita (2007), era preciso inventar algo melhor e inventou-se e reinventou-se a escola; criaram escolas onde não havia, reformaram-se as existentes e nelas introduziu-se a força toda a população infantil. A instituição e o processo escolar foram reorganizados de forma tal que as salas de aula se converteram no lugar apropriado para se acostumar às relações sociais do processo de produção capitalista, no espaço institucional adequado para preparar as crianças e os jovens para o trabalho.
O homem moderno não passa de mercadoria produzindo mercadoria e vendendo sua própria mercadoria. As mulheres tornam-se responsáveis pela sobrevivência em todos os níveis. Os homens tornam-se dependente de uma relação abstrata do sistema. As escolas são sugestionadas para esse sistema, portanto atendem prioritariamente aos alunos que lhe rendem o nome, esquecendo-se dos que realmente necessitam dos cuidados da escola. Serão esses alunos, o jargão da superioridade, da escola que os eleva ao topo do sucesso. Enquanto isso assistimos pelos meios de comunicação de massa, as estatísticas com os altos índices de criminalidade, e serão apontados como responsáveis, às escolas.
O que queremos é a emancipação da educação como princípio educativo e a formação de um sujeito da emancipação como objetivo. Portanto, tomamos por base a fundamentação histórica da sociedade em que vivemos, para então, em particular analisarmos a situação atual de nossa educação que hoje está inserida em uma sociedade em crise.
A superação dessa sociedade seria a formulação de um projeto emancipatório com a proposta de construir uma nova sociedade que vá além do valor, do dinheiro, da mercadoria, do trabalho, do Estado e da política, que valorize o educando, o processo educativo ou seja, tenha como foco principal no processo ensino-aprendizagem.
Ednar façanha
Referências
ENGELS, Friedrich A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (1820) -  Martin Claret, 2002.
FERNÁNDEZ  Enguita Mariano, Educação e transformação social. Edições Pedago, 2007



[1] Esta é uma caracterização geral. Em Atenas havia outros mestres que cuidavam da educação sistematizada, como por exemplo, mestres de música (que para os gregos eram as artes liberais como literatura, poesia, canto, entre outras) bem como dialética e filosofia. Em Esparta, a educação não seguia esta lógica possuindo um caráter militar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

É a vez do professor

O professor faz parte do processo ensinoaprendizagem e nesse processo está inserido a educação. Sabemos que aprender, não significa apenas absorver conteúdos de Geografia, História, Português, Matemática etc., mas aprender a aprender sempre.
O prof. Auriberto Vidal Cavalcante postou para  os membros da ACE:
"A hora é agora. Pela constitucionalidade integral da lei 11.738 28 Março 2011 "

" Na próxima quarta-feira, dia 30 de março, o Supremo Tribunal Federal julgará o mérito da ADI 4.167. Como é do conhecimento geral, trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI, com pedido de liminar, em face dos §§ 1º e 4º, do artigo 2º; do artigo 3º, caput, incisos II e III; e do artigo 8º da Lei nº 11.738/2008 que “regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica”. A referida ADI foi ajuizada em 29/10/2008, pelos Governadores do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É importante lembrar que o Plenário do STF no final do ano de 2008 deferiu parcialmente o pedido dos Governadores, em sede de cautelar, para fixar interpretação conforme o artigo 2º, da Lei nº 11.738/2008, no sentido de que, até o julgamento final da ação, a referência do piso salarial é a remuneração e não, tão somente, o vencimento básico inicial da carreira; foi suspensa a aplicação do § 4º do artigo 2º, que dispõe que pelo menos 1/3 da jornada de trabalho seja para horas atividades; e deu interpretação conforme o artigo 3º para estabelecer que o cálculo das obrigações relativas ao piso salarial dar-se-ia a partir de 01 de janeiro de 2009. Como visto, o STF reduziu sobremaneira a aplicabilidade da Lei do piso do magistério da educação básica.

O início da sessão foi marcado para as 14 horas. No site do STF, a ADI 4167 consta como a primeira ação a ser julgada. Os interessados puderam acompanhar a sessão pela TV JUSTIÇA. Por DTH para todo o Brasil Sky: canal 117.
 O Sindicato-APEOC esteve  representado por seu presidente, Anizio Melo, no julgamento".

Como observamos neste texto, a educação de qualidade depende, tanto do aprendente como mediadorprofessor/educador. Porém o fator predominante, continua sendo a remuneração do professor - um professor insatisfeito poderá não cumprir com  a tão fascinente missão de ser coadjuvante na harmonia da sociedade em que vive..

quarta-feira, 30 de março de 2011

A leitura Bíblica também educa

No dia 26 - sábado - de março de 2011, um grupo se reuniu para ler e refletir sobre os conceitos ou preceitos Bíblicos. A intenção do grupo é incentivar a leitura da Bíblia e demais livros religiosos para pessoas de toda idade, e, consequentemente fazer uma reflexão do papel de cada indivíduo no grupo ou em sua individualidade.
Nesta reunião foram realizadas leituras, do Glória (em coro alternado), Dinâmica da reflexão individual Ex:{Se por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, ou aproveitaria esse tempo o mais pudesse} {Daria valor as coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que sinificam} etc.do Livro do Gênesis. 28;18-22, que fala um pouco da de históris Jacó " "A coluna de Betel",  O Jejum Capital {Quero jejuar de ofensas e injúrias e me fartar de mansidão}. Cada dinâmica foi aplicada de forma que cada um teve oportunidade de fazer sua própria reflexão. O encontro terminou com a leitura do  Evangalho de Mateus, 4;1-11, que narra "A tentação de Jesus"e a discussão reflexiva, acompanhada do Credo e Pai Nosso. O referido encontro contou com 17 pessoas em seu primeiro encontro de reativação do grupo: Comunidade Novos Discipulos.
Esse grupo se propõe a realizarem encontros, todos os últimos sábados de cada mês e pretende seguir com o nome de Comunidade Novos Discípulos - Divulgadores da Palavra de Deus, nos dias atuais.

Educar, também é informar

O PROJETO HARP é mais uma que vazou. O canal history Channel esta exibindo uma reportagem sobre as antenas que são capazes de alterar o clima em qualquer região do planeta, causando furacões, tsunamis, chuvas initerruptas. Essas antenas estão presentes na europa e nos estados unidos. Principalmente Russia,Inglaterra, alemanha e EUA mais precisamente.
Imaginem o efeito que tem uma tempestade em uma zona de guerra! Na guerra do vietnã , jatos americanos sobrevoaram as matas vietnamitas e deixavam aqueles rastros de fumaça que pensamos ser inofensivos. aqueles que podemos ver  nos ceus do RN. Mas, um oficial Norte americano da Força aérea revelou para o canal history a verdade sobre esses voos de jatos que soltam aquela fumaça a grandes altitudes. São substancias que, em conjunto com as ondas eletromagnéticas trasmitidas por essas antenas, podem causar catástrofes ambientais. As ondas atingem a ionosferam e voltam a terra causando alterações nas particulas do ar e da terra também. Procurem na net mais informações. OBS, muitos sites foram retirados do ar. Mas por que vazou? Os cientistas são humanos. alguns não aguentaram e a informam sobre as antenas.  Além disso, há hipoteses que apontam que o proprio EUA foi atacado.
É a luta pelo controle da guerra climática.  Programa foi exibido nessa quarta dia 30 no canal History Channel.

http://www.realidadeoculta.com/haarp.html

domingo, 27 de março de 2011

Alunos contra o tempo

Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Unibanco ao projeto Educar para crescer, da Editura Abril revela como a defasagem entre idade e série escolar influencia a permanência de alunos no Ensino Médio. O levantamento mostra também que conseguir terminar o Ensino Médio nos três anos regulamentares não é uma tarefa fícil mesmo para quem ingressa neste nível na idade correta. De acordo com os estudos, de cada 100 alunos nesta situação, apenas 45 completarão os estudos no tempo previsto. Em 1984, de cada cinco alunos não aprovados no 1º ano, um não continuava os estudos no ano seguinte, mas apartir de 1992, de cada 20 reprovados, apenas um desistirá, mesmo com as exigências do mercado de trabalho, não é esse o fator que impacta na probabilidade de os alunos continuarem os estudos. Porém o aumento de aprovação poderá estar na qualidade da escola, no salário do professor e no número de alunos por sala.
Alunos que chegam ao Ensino Médio com a idade defasada necessitam de aceleração do conhecimento, para ter oportunidade de concorrer em provas de vestibular ou concurso público. Fato que deverá escolher, continuar os estudos ou trabalhar. Sabemos que o conteúdo escolar não é suficiente para aprovação em concurso público; o aluno precisa de um estudo suplementar. Priscila Cruz, (Ed. Abril, 2011) "a diferença de idade entre os alunos traz muito prejuízo para o aprendizado em uma sala de aula, pois há uma diferença cognitiva e emocional enorme". Talvez ela tenha razão, mas, a idade poderá não ser problema para apreender conteúdos, pois alguuns alunos ingressam com atraso na escola, mas que não deixaram de estudar, em casa ou onde quer que se encontrasse. Motivo de doenças, mudanças da família de um Estado Cidade ou de um País para outro e crises de comportamento (indisciplina) justificando uma expulsão poderão contribuir para que o aluno fique fora de sala de aula por algum tempo. Quando consegue retornar, já está fora de faixa etária. Nesse caso passa a estudar à noite, alguns optam pelos supletivos.
Ednar façanha.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A saga do professor substituto

Em se tratando de educação, a professora Marivalda, nos traz um texto interessante sobre o professor temporário
"O papel de um professor de ensino fundamental ou médio, seja ele efetivo ou temporário, é decisivo. Completa a educação familiar, ou a substitui. Mas, infelizmente, o professor não faz parte de  uma categoria valorizada, que atualmente, mais que em outros tempos, vem sofrendo com os problemas de saúde, devido ao stress e pressões sofridas por parte dos gestores, alunos indisciplinados e pais, que por vezes chegam a ameaçar esses mestres que ganham pouco para desempenhar um papel fundamental na vida de uma pessoa.
 Decidir Ser um  professor “ substituto” ou “temporário” é ter vocação para ser  um missionário, sempre preparado para  atuar em uma escola diferente e cumprir a missão.  A diferença é que o missionário não recebe honorários, mas, estímulos, acompanhamento e treinamento antes de cada missão, pois esse apoio é  fundamental  para manter  o missionário firme diante de cada desafio. Já o professor temporário, a cada mês é chamado para renovar o memorando, um desafio que gera certa inquietação, dúvidas... Para qual escola será enviado? Qual professor de qual série vai substituir? Sem contar que quase sempre  a vaga que lhe é destinada está em uma localidade muito distante da sua; tem que  encarar um núcleo gestor diferente, novos colegas de trabalho, novos alunos, nova turma... Ministrar aulas sem um planejamento prévio, e ainda tem que ouvir da pessoa que está fazendo a lotação: “Você só pode sair daqui se for lotada”... É verdade que dentre todas essas negativas existem as compensações como as  amizades que ficam, o conhecimento  de alguns gestores que sabem entender, cativar e valorizar os professores nas suas particularidades.
A sociedade quer boa educação, qualidade de ensino, mestres dedicados, escolas de Primeiro Mundo. Exige que das escolas saiam jovens críticos e competentes, mas não dão condições para que isso realmente aconteça.
Quando Jesus enviou Isaías disse: “Vá e diga a esse povo: escutem com os ouvidos, mas não entendam; olhem com os olhos e não compreendam”! Será que estamos vivendo  esse tempo novamente?
Enfim, valorizar o professor é proporcionar a sociedade um melhor nível de desenvolvimento. Afinal, a mola mestra da educação é o professor.
Marivalda Barroso Sousa             Pedagoga
Mesmo não levando em consideração que, a educação escolar substitui a familiar, sabemos que realmente ela é de grande ajuda, portanto seria o caso de unirmos: escola/família/sociedade na luta pelo bem comum: a educação de qualidade e consequentemente a paz. Mas, o que seria essa 'educação de qualidade?' Apenas o aumento da carga-horária? Mais conteúdo no currículo escolar? Mais empenho dos amigos da escola? Acreditamos que não é só isso, a qualidade começa no respeito demonstrado na qualidade estrutural física da escola; na qualidade administrativa e sua equipe pedagógica; todo o quadro funcional e o envolvimento com o principal: o público específico, os alunos e comunidade aparentada. Ednar Façanha

quinta-feira, 17 de março de 2011

Educar, é algo mais


Educar é mais do que, orientar os passos de outrem, transmitir conhecimentos ou amar. O amor não basta para educar um indivíduo para a sociedade. Partindo do princípio, que toda mãe ama o seu filho, e o quer triunfando em suas ações, resta saber se, toda mãe entende o suficiente de educação social.  Em uma família, os filhos tem os pais como exemplo espelho de conduta e de educação, que poderá ser, o reflexo em seu comportamento futuro.
Os filhos de um casal de delinquentes,  poderão perceber que seus pais ganham a vida com facilidade, roubando ou enganando os outros (aplicando golpes), mais do que perceber é serem obrigados a ajudá-los em seus atos ilícitos. Não podemos afirmar que esses pais não amem seus filhos, nem que os mesmos não os eduque; o fato é que eles não tem conhecimento de uma educação para a vida em sociedade. Essas crianças ingressam nas   escolas como qualquer outra criança, mas são sempre reservados – com poucos amigos e falam pouco. Irritam-se com facilidade –  qualquer palavra de ofensa tomam para si, e partem para briga. Pensam pouco, agem por impulsos – de ímpetos, pois dizem não levar desaforo para casa – os pais o ensinaram assim. O filme de Danny De vitor traz uma história interessante de uma garota (Matilda) muito inteligente, que contrariando os pais, é honesta e percebe o quanto seus pais são desonestos, pois vivem de falcatruas e não querem saber, se os filhos estudam, pois não estudaram e se consideram espertos. O irmão de Matilda, ajuda-os em seus atos ilícitos.
 A preocupação de algumas escolas particulares é que seus alunos conquistem as instituições educacionais superiores públicas, por ostentarem um grau de dificuldades para o ingresso de seus acadêmicos; fato estampado nos outdoor da cidade, mostrando essas conquistas, enquanto as escolas públicas, preocupam-se em prestarem contas com a carga horária. Assim, vamos assistindo de braços cruzados os altos índices de violência nos meios de comunicação de massa, envolvendo pessoas de uma mesma família, na prática de assaltos, tráficos, latrocínios e muitos outros dados da violência, que parece não ter fim. Difícil é saber quem ganha com isso, além dos programas sensacionalistas.
No decorrer desse artigo, ouvia-se na TV Jangadeiro: “Casal é preso com uma quantidade significativa de Cocaína”. A droga era armazenada na geladeira da casa do casal.  Como educar os filhos de um casal de traficantes ou de desonestos para a vida em sociedade. Como dizer que as ações dos pais são erradas, se eles ouvem dos pais que é o único meio de ganhar dinheiro para sustentar a família, pois o emprego de um salário não é o bastante para pôr pão na mesa, e, que tem muita gente roubando e a  culpa é da política salarial do País.  No entanto, em meio a três filhos de casais deliquentes, um, poderá portar um senso crítico,  se empenhar nos estudos e ter uma vida completamente diferente dos demais membros de sua família, tal como o exemplo da Matilda (o filme). Enquanto isso, os outros fazem parte dos números da evasão escolar, perfazendo também os grupos de saqueadores, traficantes, assaltantes etc.
São muitos, os fatores que levam um jovem deixar os estudos, ainda no fundamental: indisciplina – por má-educação; Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, dislexia, discalculia, outros distúrbios de comportamento e funcionais – orgânicos, problemas familiares e a facilidade do contato com o mundo das drogas. Podemos dizer que o nosso País, ainda espera por uma educação de qualidade, educação para a vida, onde um aluno de escola pública possa ser capaz de galgar, com justiça, os melhores lugares, nos vestibulares (ENEM) e nos concursos públicos. Porém, para isto não basta ter livros gratuitos e professores, mas uma boa alimentação, pais conscientes e modelo de uma sociedade mais justa. 
Maria Ednar de Sousa Façanha

Pedagoga – Esp. Psicopedagogia / Saúde Mental / Avaliação Psicopedagógica.



           


sexta-feira, 11 de março de 2011

MAL-EDUCADO X HIPERATIVO X INDISCIPLINADO

A criança, até seus três anos de idade, apresenta um comportamento, muitas vezes irrequieto, com verborragia repetitiva, identificada por alguns adultos como papagaio – imita tudo que vê e ouve. Tudo quer para si, na maioria das vezes, chora e grita para conseguir algo de sua cobiça momentânea; num ímpeto, bate na mãe ou na babá, corre incansavelmente e muitas outras atitudes que podem estar presentes nessa fase da infância. A mãe diz: “é normal é da fase”. É uma graça.
O tempo passa e o comportamento se agrava; vem a fase dos nomes feios, aumenta a gritaria – tudo pede aos gritos, e os pais, pensando em ficar livres do incômodo, ou com o receio de serem indiretamente criticados pelos outros, pelo filho mal-educado, atendem com precisão; principalmente quando isso ocorre diante de uma visita ou num shopping.  Nem sempre, uma criança indisciplinada é mal-educada. A indisciplina poderá ser resultado do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H). Içami Tiba (2002) diz que as pessoas hiperativas não significam serem mal-educadas, mas que se sentem mais à vontade sob o pretexto de serem consideradas "doentes" a fim de facilitar a aceitação de seu comportamento impróprio. De acordo com Zagury (2005) na faixa etária, até cinco anos, muitas vezes ocorrem comportamentos inadequados, mas que não prejudicam ninguém. A autora diz ainda que, as emoções ainda são muito fortes e pouco controladas e que nesses casos é melhor fingir que não vimos para que tenhamos menos embates com a criança.
O problema fica mais grave, quando o comportamento da criança começa a tumultuar na sala de aula, e os pais precisam marcar presença na escola ou assinar os bilhetes de notificação de conduta do filho. E agora!? O que pensar de uma criança, oriunda de uma família de comportamento exemplar, ter um comportamento indesejável? O excesso de mimo poderia ser a explicação para as atitudes dessa criança, ou, a mesma poderá ser portadora de TDA/H (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). No excesso de mimo a criança tudo pode e nada lhe é cobrado; suas ações não tem limites, e vai crescendo sem ter conhecimento ou sem receber orientações que a verdadeira liberdade precisa, ter algumas restrições ou limites, o que pode formar uma criança mal-educada.
Quando observarmos uma criança em uma família em que todos tem comportamentos inadequados, será fácil diagnosticar o seu comportamento. Uma criança que cresce em meio a gritos, xingamentos, seja uma vida desregrada, dificilmente será uma criança tranqüila. Quando ocorre, ela adquiriu o senso crítico, mas terá dentro de si uma inquietação que poderá explodir nos momentos oportunos. Será difícil para os familiares mal-educados perceberem algum exagero no comportamento de sua criança, pois gritar, xingar os outros, de fora de do mesmo grupo é natural, portanto, não percebem tais exageros. Um comportamento inadequado, logo na fase inicial da vida do indivíduo poderá ser um pedido de socorro; um hiperativo deverá ser acompanhado pelo neuropediatra e um indisciplinado deverá conhecer alguns limites importantes para  viver melhor em sociedade.
     Para Rizzo (1985) as crianças hiperativas dão muito trabalho à professora, não somente na escola infantil, como no fundamental e médio. Um hiperativo será sempre hiperativo, por mais que na idade adulta seja mais ponderado, pelo conhecimento do problema. O hiperativo, não o é porque quer, nem porque adquiriu no meio em que vive ou grupo social de convivência mais prolongada, como é o caso do indisciplinado, que possivelmente não lhe deram limites, orientações para uma vida salutar – tudo deram, permitiram sem nada cobrar.
A criança hiperativa necessita de acompanhamento neurológico, familiar e pedagógico. Isso envolve escola/família e equipe multidisciplinar. A agitação da criança hiperativa, concordando com Rizzo não deve ser  combatida, mas proporcionar atividades variadas que ocupem a criança o maior período de tempo possível dando a ela liberdade de escolha e de movimentos.    Dentre as repercussões gerais que se verificam no paciente hiperativo não tratado estão as maiores dificuldades no rendimento escolar, no relacionamento familiar e social, fatores que podem desencadear distúrbios comportamentais importantes, independente de sua classe social, o hiperativo não tratado pode ter uma tendência maior para ingressar no mundo das drogas e até mesmo na delinqüência. Topazewski (1999) diz que depende da classe social, coisa que atualmente não condiz com enunciado; os jovens de classe média e alta perfazem os altos índices de usuários e tráfico de drogas, associando a isso, a prática de roubos, assaltos, latrocínios, estupros e suicídios.
Uma criança mal-educada poderá ser aquela que não recebeu orientações suficientes para uma vida em sociedade, ou o excesso de mimo impediram os pais de dizer não para ela quando necessário, dando-lhe tudo sem nada cobrar, demonstrando que tudo é fácil de conseguir, é só querer, não importando a forma como se queira ou como será conseguido, o objeto do desejo. E que pode ser no grito. Ela poderá ser agressiva, com os pais, professores, amigos e demais pessoas que a cercam.  
A criança indisciplinada poderá ter recebido algumas orientações, mas seus pais, ou a pessoa que a criou, não era um exemplo de pessoa organizada, portanto, também não saberá cobrar devidamente que essa criança saiba organizar seu armário de roupas, de sapatos, os gaveteiros, seus livros, brinquedos, até mesmo horários a cumprir, etc., no entanto, poderá não ser agressiva. Este comportamento tem semelhança com o hiperativo, sendo que o portador de TDA/H tem um déficit de atenção que poderá prejudicá-lo na escola, pela dificuldade de concentração e atenção. Muitas vezes, o hiperativo por pensar em desarmonia com os movimentos, atropela sua escrita, ou corta a frase sem perceber, e quando questionado que esqueceu alguma partícula da frase, faz a leitura completa, sem perceber a ausência de uma preposição importante, por exemplo.
REFERÊNCIAS
RIZZO, Gilda. Educação Pré-Escolar. Rio de Janeiro – RJ. Francisco Alves, 1985.

TIBA, Içami, Quem ama educa, São Paulo – SP, Gente. 2002.
TOPAZEWSKI, Abram, Hiperatiavidade: como lidar? Casa do Psicólogo. São Paulo – SP. 1999.
ZAGURY Tania, Limites sem traumas, Rio de Janeiro - RJ. Record. 2005
Maria Ednar de Sousa Façanha
Pedagoga – Esp. Psicopedagogia e Saúde Mental.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dúvidas acumuladas interferem no desempenho escolar

A revista Instituto Unibanco - Educar para Crescer, lançou uma matéria sobre as probabilidades, do baixo desempenho escolar e as dúvidas sobre o mesmo, levar os jovens a desistirem dos estudos, quando chegam ao ensino médio. "O baixo desempenho escolar no Ensino Fundamental se tornará um fardo pesado demais para boa parte dos alunos que chegarão ao Ensino Médio nesta condição. De cada 100 desses jovens, 25 abandorarão a escola logo no primeiro ano, enquanto apenas sete de seus colegas com melhor proficiência farão o mesmo." O mesmo artigo de autoria de Amaury Gremaud (pesquisador responsável pelo estudo) diz que, combater as falhas  de aprendizagem no Ensino Fundamental talvez seja um primeiro passo para tentar reverter a crise de audiência no Ensino Médio.
Dentre essas falhas estão os transtornos funcionais e de comportamento, dúvidas que acometem, não somente os alunos como também  muitos professores do Ensino Médio. Nessa etapa do ensino, os professores esperam que os alunos estejam aptos ao bom desempenho, e pouco se preocupam com os que apresentam alguma dificuldade. A indiscplina torna-se transparente, principalmente entre  os alunos que sentem dificuldade de acompanhar o rítmo em sala de aula - o número de matérias, as tarefas, as exigências dos professores, dos pais e deles próprios. Tudo gera uma confusão nas idéias dos alunos, que a primeira pergunta surge: "não consigo, por quê?" Professores entram em desespero com os resultados que levam seus alunos à reprovação; quando não, são aprovados após algumas aulas de recuperação, mas ficam à porta das Universidades Públicas, até desistirem dos estudos ou apelarem pelas  universidade particulares, por serem mais flexíveis o ingresso de alunos. Não que seu ensino seja inferior - a responsabilidadse é até maior, pois a reprovação em alguma disciplina, implica em prejuízo de tempo e valor monetário.
Ednar Façanha

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Educação e disciplina

A educação no Brasil, vem enfrentando inúmeros problemas com relação ao fracasso escolar, e muitos indicadores apontam para os comportamentos indesejáveis em sala de aula. Contudo, pouco se tem feito na prevenção dos problemas de aprendizagem.
Há um paradoxo em relação ao ensino de qualidade nas escolas públicas brasileiras, tanto que os professores dessas escolas, buscam as escolas particulares para seus filhos, por não acreditarem na política de ensino das escolas nas quais lecionam. Um paleativo que chama a atenção, é o caso dos "amigos da escola". Por que, eles são tão importantes no complemento da educação escolar "pública"? O trabalho ofertado pelos "amigos da escola",  é voluntário - eles são, na maioria, artistas de várias modalidades, mas, será que são observados em sua didática? A boa vontade de ajudar, de passar um conhecimentos que temos, não quer dizer que possamos fazê-lo com facilidade e adequadamente como um profissional da educação, este deverá saber lidar com os alunos que apresentarem algum transtorno, ou distúrbio funcional, que possa interferir em seu aprendizado.
Durante muito tempo, muitos estudiosos, assim como Piaget, Vigotsky, Scoz, tem mostrado preocução com critérios bem definidos, referentes à aprendizagem e as dificuldades que sofrem algumas crianças na idade escolar. Dentre seus estudos estão: a influência sociocultural, desestrutura familiar e socioeconômica. Além desses, podemos citar a falta de contato com elementos essenciais ao bom desempenho nas atividades estudantis como: livros e o fácil acesso à informática. As escolas públicas do Ceará, principalmente na zona rural, em pleno século XXI, não possuem estrutura para seus laboratórios de informática. Os computadores encontram-se empilhados e ainda lacrados (Matéria divulgada pela TV Verdes Mares - Fortaleza em: 20.02.2011.
O fato é que tudo isto, parece mais, uma indisciplina generalizada. Ninguém se preocupa com essa desorganização. Será que o aluno adquire indisciplina na escola? Temos certeza que, os pais de hoje são resultado dessa educação conturbada; e para o futuro? Será que vamos apenas obervar nossas cobais?
Ednar Façanha.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quem poderá ser indisciplinado?

A indisciplina não tem origem definida, portanto acreditamos ser adquirida durante a convivência familiar ou em seletos grupos sociais. A família contribui no comportamento do indivíduo, logo nos primeiros meses de vida, tendo, a mãe ou a babá como a principal construtora desse comportamento.
Nos primeiros dias de vida, o bebê depende totalmente da mãe para se alimentar e outras necessidades básicas, complementares. É o período do aleitamento materno. Os horários da amamentação passam a ser a principal preocupação da mãe - uma amamentação fora de hora, já começa a gerar uma indisciplina no organismo do bebê, que à medida que a idade vai aumentando, o organismo vai ficando mais indisciplinado. A babá, também tem sua parcelo da culpa, pois, para não ouvir o choro do bebê, o alimenta: é chá, água ou leite.
No início da idade escolar, época em que a criança deve iniciar suas atividades disciplinares: hora de dormir, de ir à escola, de brincar e de receber orientações sobre o uso de seu espaço. A criança deve ter liberdade para brincar, saltar, gritar, cantar, correr, sorrir e ser amada para aprender a amar, porém, nem toda hora, será possível praticar algumas dessas ações. Algumas ações indicam indisciplina e algumas tem semelhança com o TDA/H:
* Criança, que não guarda seus brinquedos ao término das brincadeiras;
*  Levantar e não arrumar a cama;
* Não guardar, roupas e calçados, ao chegar em casa;
* Chegar sempre atrasado aos compromissos;
* Deixar as roupas em desalínho, no armário;
* Não guarda livros, ou não os organiza ao terminar a leitura;
* Sempre culpa alguém pela sua falta de organização, pois sempre perde alguma coisa.
A criança hiperativa, geralmente é indisciplinada, porém, a criança indisciplinada não significa ser hiperativa. Os ítens acima, não revelam uma criança indisciplinada ou hiperativa, pois a mesma não tem domínio sobre suas ações, portanto poderá adquirir de um adulto, que o acompanhe.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dúvidas sobre indisciplina

É difícil compreender o comportamento irrequieto de crianças e jovens em idade escolar, pois é um comportamento, às vezes comparado com a "hiperatividade motora", que é conhecido como indisciplina.
A indisciplina é de origem complexa, no entanto, tem a  ver com o ambiente onde a criança vive, e pode levar o jovem à margem da sociedade, chegando a ser rotulado de marginal.
É um comportamento que confunde os pais, principalmente quando esses não tem noção, nem diferem disciplina de indisciplina ou, não tem conhecimento algum sobre hiperatividade ou falta de limites.
Procuramos compreender a polêmica discussão sobre os limites para um divíduo socialmente indisciplinado, tendo como disciplina, um comportamento desejável e a indisciplina, um distúrbio de comportamento que pode ser adquirido a partir da forma como a criança é orientada no seio familiar.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Caminhos para resolver a indisciplina!?

Durante dois anos, 2001/2002 trabalhando como professora em uma  Escola Estadual em Fortaleza, pude observar o comportamento das crianças do Fundamental, tanto em sala de aula como durante o intervalo. Na sala dos professores, ouvia-se muitas  queixas: o professor de Educação Física, um(a) ou outro(a) professor(a) de outra disciplina ou polivalente: “os alunos, x, y, e z, hoje estão insuportáveis – ninguém aguenta! Puxa, que alunos indisciplinados!”  Uma outra professora dizia: “na minha sala, não escapa um. Ficaram sem recreio”, e assim por diante.
A  revista Nova Escola, edição 226-2008, publica uma matéria sobre indisciplina, com o título: Como se resolve a indisciplina? O texto diz que as estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado, revelando ainda que é preciso rever conceitos.  De acordo com a matéria em foco, uma pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas. ´
Acredito que, os problemas que as instituições educacionais, lares e a sociedade brasileira como um todo enfrentam com o comportamento irreverente de muitos jovens e adultos, nos conduz a pensar e até mesmo exigir uma  educação de qualidade, pois não é caso de polícia. Estamos vivendo um caos comportamental na sociedade, que, as dependências carcerárias  e instituições de menores infratores estão encharcadas, obrigando a Justiça a interditar algumas. O que nós, comportados e educados, estamos repassando? Que modelo de ser humano? Que tipo de informação? O que se tem feito até agora, em educação, é só paliativo. Por que não voltar o olhar para os profissionais da educação infantil, estendendo à família da criança, rotulada como indisciplinada? Quem sabe, não seria o caminho para resolver tantos conflitos sociais.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Escola,a Indisciplina e o Portador do TDA/H


O professor deve conduzir os alunos com arte, de sorte que lhes faculte e assegure a oportunidade da descoberta por si próprios, algo “novo”, segundo ele, para a criança hiperativa ou indisciplinada, pode haver,  alegria maior do que a de um descobrimento? PITÁGORAS sacrificou uma hecatombe às musas por lhe haverem concedido o privilégio do descobrimento (ou talvez, redescobrimento) do teorema que traz ainda hoje seu nome. O aluno, que descobriu algo “novo”, fica ansioso e motivado se houver um feedbek para novas descobertas. Assim, se empenhará ao trabalho com redobrado interesse e afinco. Se, em verdade, nada descobriu de realmente novo, e não havendo perspectiva de novas descobertas, tenderá ao desânimo, pois a rotina  e a dificuldade na realização de alguma tarefa, tanto para crianças, ‘indisciplinadas’ ou portadoras do TDA/H trazem o desestímulo.
O que vem chamando a atenção dos alunos, nas escolas, são os laboratórios de informática, onde eles podem  usar os recursos  da computação para várias tarefas, como comando de entrada e saída de dados, de repetição e alguns algoritmos matemáticos, construções gráficas com uma ou duas variáveis, além de poder alterar as características dos gráficos como cor, título e contra-domínio entre outras ações do sistema.
Para Piaget (1998) cabe à sociedade fixar os objetivos da educação que ela fornece às gerações ascendentes. Segundo o autor, é o que ela faz sempre de modo soberano, e de duas maneiras: Fixa-os inicialmente de uma forma espontânea por meio dos imperativos da linguagem e se transformam, plasmando cada nova geração no molde estático ou imóvel das gerações precedentes, que não absorveram o ar do mundo globalizado, que hoje exige velocidade nas ações do indivíduo, que muitas vezes a sua hiperatividade, nada tem de anormal e a indisciplina é apenas a exigência do tempo corrido.

O ensinamento desenvolvido pelos pais e a aprendizagem construída atualmente pelos filhos, seja na Matemática, informática ou em qualquer outra disciplina possuem limites e, para superá-los, as crianças são levadas  à escola, onde tem acesso a aspectos essenciais da sua própria, e outras culturas - importante fator para o seu desenvolvimento intelectual e social.

Indisciplina ou TDA/H

As escolas, de pequeno ou grande porte, públicas ou privadas e as universidades sofrem com os problemas da inquietação dos alunos – muitos, não tem compromissos com horários, assiduidade - abusam da liberdade, gerando uma bagunça que é identificada como indisciplina.
A ausência da disciplina, conhecida como indisciplina perturba a aprendizagem e o sucesso, tanto em sala de aula, como na vida do sujeito. Os pais, muitas vezes desconhecendo o porquê da irreverência do filho, apelam para a violência - aplicam os mais diversos castigos. O fato é que esta inquietação poderá ser genética ou adquirida. A indidciplina, geralmente é adquirida, enquanto a TDA/H (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), poderá ser hereditária.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Educar é disciplinar sempre

O bebê quando nasce, já sente as primeiras cobranças de disciplina. O pediatra, orienta a mãe sobre os cuidados e horários de amamentação, as trocas de fraldas, o cuidado com a pele - o conforto do recém-nascido. O afeto, não é necessário recomendar, pois é uma ação voluntária, espontânea de toda mãe, para com o ser rebento.
A medida que o bebê vai crescendo, vai passando pelos seus primeiros lutos, reciprocamente, a mãe, também; o desmame é sofrimento, tanto para o bebê, como para a mãe; a creche do filho e o trabalho da mãe, vão se acumulando os lutos para ambos. Mas, tudo issso, como será administrado? Como educar a criança para a nova vida, com novos horários? A família é a principal responsável pela educação de seus dependentes; a partir do nascimento a criança deverá ser condicionada a horários, para que se torne um adulto responsável.

educar a indisciplina

A indisciplina, que muitas vezes é confundida com o Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH),  é um modelo de comportamento irreverente que pode ser adquirido na primeira infância, pela convivência com adultos indisciplinados, pelo excesso de mimo e ausência de limites ou, crianças nascidas em uma família numerosa e sem disponibilidade de tempo para dar a devida atenção e afeto às mesmas. Portanto, pode ser observada nas primeiras ações da criança, quando ela exige, mesmo sem verbalizar, a atenção dos adultos, como: “eu estou aqui”!  Termo que, geralmente é observado com certa rudez para conseguir a atenção dos pais. Essas ações tendem a piorar com o aumento da idade, ou melhorar se o avanço da idade for acompanhada de maturidade.