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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Caminhos para resolver a indisciplina!?

Durante dois anos, 2001/2002 trabalhando como professora em uma  Escola Estadual em Fortaleza, pude observar o comportamento das crianças do Fundamental, tanto em sala de aula como durante o intervalo. Na sala dos professores, ouvia-se muitas  queixas: o professor de Educação Física, um(a) ou outro(a) professor(a) de outra disciplina ou polivalente: “os alunos, x, y, e z, hoje estão insuportáveis – ninguém aguenta! Puxa, que alunos indisciplinados!”  Uma outra professora dizia: “na minha sala, não escapa um. Ficaram sem recreio”, e assim por diante.
A  revista Nova Escola, edição 226-2008, publica uma matéria sobre indisciplina, com o título: Como se resolve a indisciplina? O texto diz que as estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado, revelando ainda que é preciso rever conceitos.  De acordo com a matéria em foco, uma pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas. ´
Acredito que, os problemas que as instituições educacionais, lares e a sociedade brasileira como um todo enfrentam com o comportamento irreverente de muitos jovens e adultos, nos conduz a pensar e até mesmo exigir uma  educação de qualidade, pois não é caso de polícia. Estamos vivendo um caos comportamental na sociedade, que, as dependências carcerárias  e instituições de menores infratores estão encharcadas, obrigando a Justiça a interditar algumas. O que nós, comportados e educados, estamos repassando? Que modelo de ser humano? Que tipo de informação? O que se tem feito até agora, em educação, é só paliativo. Por que não voltar o olhar para os profissionais da educação infantil, estendendo à família da criança, rotulada como indisciplinada? Quem sabe, não seria o caminho para resolver tantos conflitos sociais.

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